Representantes das escolas afirmam que os repasses estão atrasados desde o ano de 2017; SEE confirmou atrasos e diz procurar formas para pagar restantes dos recursos.
Escolas da Família Agrícola (EFA) no Norte de Minas reclamam da falta de repasse
de verbas estaduais. Os valores, segundo representantes das escolas, estão atrasados
desde o ano de 2017. Sem o repasse, as atividades pedagógicas ficam prejudicadas.
Cerca de 300 alunos estudam nas duas escolas da região, EFA Nova Esperança em
Taiobeiras e a EFA Tabocal em São Francisco. "Em 2017 recebemos apenas 50% dos
valores que deveriam receber. Com isso tivemos que demitir funcionários e desdobrar
para manter o funcionamento da escola com o mínimo necessário", afirma a diretora
da EFA Nova Esperança, Fernanda Ferreira dos Santos.
A diretora explica ainda que a situação provocou o atraso no pagamento de salário
dos funcionários. "Nós estamos com dois meses de atraso, mas tem outras escolas
agrícolas que o atraso ultrapassa os quatro meses."
Luana Conegundes estuda o segundo ano do ensino médio. Ela afirma que já
percebeu os esforços empenhados pelos professores e funcionários para amenizar
os efeitos provocados pela falta de verba. "A gente está recebendo todo o conteúdo,
mas percebemos também que os professores ficam sobrecarregados. Eu, por
exemplo, fico o dia todo aqui na escola e vejo que a comida poderia ser melhor".
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação (SEE) explicou que os repasses
financeiros destinados aos estudantes que participam do Programa de Apoio às
Escolas Família Agríola são feitos em duas parcelas; uma referente ao primeiro
semestre e a outra referente ao segundo.
A SEE confirmou também que foram destinados às duas escolas apenas os
valores referentes ao primeiro semestre de 2017. "Para a Escola Família Agrícola
Nova Esperança, em Taiobeiras, o valor é de R$ 402.168,00; e para a Escola
Família Agrícola Tabocal, em São Francisco, R$ 609.060,00", diz a nota, que
finalizou dizendo que o governo estadual está realizado reuniões para definir
o repasse do restante dos recursos de 2017 e de 2018.

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