quarta-feira, 25 de julho de 2018

MÃE ACUSADA DE MATAR A FILHA É CONDENADA A 24 ANOS DE PRISÃO. INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL QUE DESCOBRIU QUE SE TRATAVA DE HOMICÍDIO E NÃO MAL SÚBITO.

Acusada de matar a própria filha de 9 meses asfixiada por se incomodar com o choro da criança, em janeiro de 2016, Jessica Nunes Matheus foi condenada na tarde desta segunda-feira (23) a 24 anos de prisão em regime fechado.
Ela foi sentenciada por homicídio triplamente qualificado - por motivo fútil, de maneira cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime aconteceu na casa onde Jessica morava com a filha e o marido no bairro Ribeiro de Abreu, na região Nordeste de BH.
Segundo o Ministério Público, no dia 29 de janeiro de 2016, a mulher matou a filha durante a manhã, quando o marido estava no trabalho, porque ficou irritada com o choro da criança.
Jessica teria colocado às mãos na boca e no nariz do bebê por cerca de 10 minutos até ter a certeza de que a criança morreu.
A mulher chamou o Samu e alegou a equipe médica que a filha engasgou com a mamadeira.
Mas os exames da necropsia confirmaram que o caso se tratava de uma asfixia causada não pelo leite, mas sim porque alguém tapou as vias respiratórias da criança.
Além disso, a própria Jessica confessou o crime dias depois ao ser interrogada na Polícia Civil.
A defesa de Jessica sustentou que a mulher sofre de uma série de problemas mentais e, por isso, cometeu o crime.
A intenção da defesa foi a de diminuir a pena de Jessica que poderia chegar a 30 anos.
A própria Jessica ao ser ouvida pelo Tribunal do Júri nesta segunda assumiu o crime, mas disse que está arrependida e na época ouvia vozes e via vultos.
Ela disse que não sabia direito o que estava fazendo. A acusação, por sua vez, ressaltou que a mulher estava lúcida no momento do crime e que assassinou a própria filha por motivo fútil.
O promotor ainda lembrou que o bebê de nove meses já tinha ficado internado por quase 20 dias no hospital João XXIII, pouco tempo antes do assassinato, porque Jessica acertou um soco no rosto da criança durante uma discussão com a sogra.
A menina teve um traumatismo craniano e ainda ficou cega do olho direito, segundo o MP.
Desde essa agressão o Conselho Tutelar acompanhou a situação de Jessica e da filha dela, mas a guarda permaneceu com a mãe até o homicídio.

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