quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Ibope: Lula lidera com 37%; sem petista, Bolsonaro aparece à frente com 20%

Ibope: Lula lidera com 37%; sem petista, Bolsonaro aparece à frente com 20%
Foto: Reprodução/ GloboNews
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial de 2018, de acordo com o levantamento divulgado pela Estadão/ Ibope/ TV Globo divulgado nesta segunda-feira (20). O petista aparece com 37% das intenções de voto, seguido do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), opção para 18% dos eleitores. O primeiro levantamento realizado após o registro das candidaturas mostra ainda que Marina Silva (Rede) tem 6%, Ciro Gomes (PDT) tem 5%, e Geraldo Alckmin (PSDB) tem 5% - empatados tecnicamente. Álvaro Dias (Podemos) foi citado por 3% dos eleitores. O Ibope testou ainda o cenário sem a presença do ex-presidente Lula na disputa. Bolsonaro lidera com 20% das intenções de voto, Marina Silva 12%, Ciro Gomes 9% e Geraldo Alckmin 7%. Como eventual substituto de Lula, o levantamento adicionou o candidato a vice dele, Fernando Haddad (PT). O ex-prefeito de São Paulo foi opção para 4% dos eleitores, empatado tecnicamente com Alvaro Dias (Podemos). O Ibope ouviu 2.002 eleitores, em 142 municípios, entre os dias 17 e 19 de agosto. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-01665/2018. Esta é a primeira pesquisa Ibope desde o início oficial da campanha, e também desde a definição de que haverá 13 candidatos a presidente. (G1)

4 em 10 eleitores de Lula não votam em Haddad

4 em 10 eleitores de Lula não votam em Haddad
A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada anteontem mostra que o potencial de transferência de votos de Luiz Inácio Lula da Silva para Fernando Haddad tem um teto relativamente baixo até o momento. Quatro em cada dez eleitores do ex-presidente da República afirmam que não votarão no ex-prefeito de São Paulo "de jeito nenhum". Haddad é candidato a vice na chapa presidencial petista, mas é apontado como substituto quando o titular for declarado inelegível. O levantamento mostrou Lula com 37% das intenções de voto, patamar que ele não havia atingido em meses anteriores. Dessa parcela específica do universo da pesquisa, formada pelos eleitores declarados de Lula, metade afirma que com certeza votará ou poderá votar em Haddad se ele for o candidato apoiado pelo ex-presidente.
Outros 11% desse contingente se declaram indecisos ou dizem não conhecer Haddad o suficiente para opinar. E nada menos que 39% rejeitam a hipótese de votar nele. Os eleitores lulistas, porém refratários a Haddad, são prioritários para o PT, que considera esse contingente passível de conquista no decorrer da campanha.
Abordagem
Para medir o potencial de votos de Haddad, o Ibope fez a seguinte pergunta: "Caso o candidato pelo PT, Lula, seja impedido de disputar a eleição para presidente da República e declare seu apoio a Fernando Haddad, o(a) sr.(a) com certeza votaria em Fernando Haddad, poderia votar nele ou não votaria em Fernando Haddad de jeito nenhum?"
Mesmo com o teto baixo de transferência, Haddad pode capturar dos simpatizantes de Lula - e de outros candidatos - uma parcela suficiente de votos para viabilizar a disputa por uma vaga no segundo turno.
Levando-se em conta o universo total da pesquisa, e não apenas os eleitores de Lula, 13% afirmam que "com certeza" votarão no ex-prefeito, e outros 14% dizem que poderiam votar.
Os dois líderes no cenário do Ibope sem Lula são Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede), com 20% e 12%, respectivamente. "Se Lula não for candidato, Fernando Haddad tem potencial para crescer e disputar o segundo lugar com as demais candidaturas", disse Márcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência.
O desafio, para o PT, é fazer chegar ao eleitorado a informação de que Haddad é o "plano B", ao mesmo tempo em que insiste na narrativa de que Lula é o candidato do partido.
Parte significativa da população parece acreditar na hipótese de que o nome do ex-presidente aparecerá na urna: quase um terço dos entrevistados pelo Ibope afirmou achar que ele vencerá a eleição.
Lula, porém, é candidato apenas do ponto de vista formal, até que a Justiça Eleitoral barre sua pretensão por impedimentos legais - o petista foi condenado em segunda instância na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, e está preso desde 7 de abril.
Enquanto isso, Haddad, a menos de 50 dias da eleição, nem sequer pode se apresentar ao eleitorado como candidato. Com informações do Estadão Conteúdo.

Datafolha: Bolsonaro perde para Marina, Ciro e Alckmin no segundo turno

Datafolha: Bolsonaro perde para Marina, Ciro e Alckmin no segundo turno
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) perderia em um eventual segundo turno para Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), aponta pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quarta-feira (22). Segundo o levantamento, Bolsonaro também aparece com a maior rejeição entre os presidenciáveis: 39% dos eleitores afirmam que não votariam nele "de jeito nenhum". Em seguida aparece o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, com 34%. Geraldo Alckmin é rejeitado por 26% dos eleitores, seguido por Marina Silva (25%) e Ciro Gomes (23%). Haddad é o menos rejeitado entre os principais candidatos, com 21%.
Na projeção de segundo turno entre Marina Silva e Bolsonaro, a candidata da Rede tem 45% das intenções de voto, contra 34% do candidato do PSL. Já o tucano Geraldo Alckmin aparece com 38%, contra 33% de Bolsonaro. Em relação a Ciro Gomes, a disputa é mais apertada: 38% para o pedetista contra 35% para o candidato do PSL. O candidato do PSL venceria, porém, em uma disputa com Fernando Haddad (PT): soma 38% das intenções de voto, contra 29% para o ex-prefeito de São Paulo. (Bocão News)

Reprovação a Temer recua, mas governo segue ruim ou péssimo para 73% dos eleitores

Reprovação a Temer recua, mas governo segue ruim ou péssimo para 73% dos eleitores
A reprovação da população ao governo de Michel Temer recuou nove pontos percentuais do início de junho até agora, mas continua acima de 70%, além de não ter aumentado a aprovação à gestão. De acordo com pesquisa do Datafolha feita nesta segunda (20) e terça-feira (21), o percentual da população que considera ruim ou péssimo o governo Temer baixou de 82% no início de junho, recorde desde a redemocratização do país, para 73% agora. O desempenho atual ainda é o segundo pior de sua gestão, que tem obtido reprovação acima de 70% desde setembro do ano passado. O percentual dos que consideram seu governo ótimo ou bom oscilou positivamente de 3% para 4%. Os que avaliam como regular passaram de 14% para 21%.
O Datafolha ouviu 8.433 pessoas em 313 municípios. A margem de erro do levantamento, uma parceria da Folha de S.Paulo e da TV Globo, é de dois pontos percentuais para mais ou menos. O nível de confiança é de 95%. Levantamento registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR 04023/2018.
Temer assumiu o governo em maio de 2016, após o afastamento de Dilma Rousseff (PT), com 14% de avaliação positiva. Desde então, sua rejeição cresceu significativamente. Devido ao escândalo da JBS, houve duas denúncias contra ele feitas pela Procuradoria-Geral da República. Por pouca margem de votos, a Câmara dos Deputados barrou o afastamento do emedebista.
De acordo com Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, uma das possibilidades de explicação para a migração de eleitores da faixa de reprovação para a de "regular" é a perda de poder político com a aproximação do fim do mandato. "Ele perdeu protagonismo para o processo eleitoral e se poupou", afirma Paulino. A pesquisa de junho também foi feita pouco após a greve de caminhoneiros que afetou o abastecimento em todo o país.
O governo tem adotado medidas para tentar estimular a economia, mas isso não tem refletido em dados positivos. Desde o dia 8 de agosto, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil já liberaram mais de R$ 6 bilhões a pessoas que têm direito ao saque do fundo do PIS/ Pasep. Com isso, a liberação total dos recursos do fundo, que começou em outubro do ano passado, quase dobrou e já alcançou R$ 12,8 bilhões pagos a 12,2 milhões de pessoas.
Além disso, no final de julho uma série de medidas de estímulo à construção civil foi anunciada pelo governo Temer, elevando o limite do valor dos financiamentos de imóveis que permitem o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). As mudanças, que entram em vigor em janeiro de 2019, beneficiam a classe média e ampliam para R$ 1,5 milhão o teto do imóvel financiado dentro do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). (BN)

Correios vão lançar o ‘uber da entrega’

Até o fim deste ano, os Correios querem anunciar uma nova empresa de logística para concorrer no mercado de entrega de encomendas. O serviços funcionará praticamente do mesmo jeito que o Uber. Por meio de um aplicativo no celular, o usuário poderá chamar um prestador de serviço - carro, moto ou até mesmo bicicleta - para que entregue sua encomenda em determinado endereço.
O Estado apurou que os Correios negociam parceria com uma empresa de tecnologia para lançar o aplicativo e que a expectativa é bater o martelo nas próximas semanas. O objetivo é oferecer um serviço de "entrega a jato", em poucas horas.
As informações foram confirmadas pelo presidente dos Correios. "Ainda estamos fechando os detalhes desse negócio, mas vamos iniciar este serviço ainda neste ano."
Com a iniciativa, os Correios querem entrar em um tipo de operação que já virou tendência em outros países. Trata-se do chamado "crowdshipping" - termo que une as palavras crowd (multidão) e shipping (remessa) -, que tem a proposta de permitir que cidadãos comuns possam fazer entregas de terceiros, desde que estejam habilitados para isso.
No Brasil, já existem algumas iniciativas em funcionário, como o "Eu Entrego". Para usar o serviço, o dono da encomenda se cadastra, descreve o tamanho do produto, local e data da retirada da entrega e quanto está disposto a pagar. A partir daí, entregadores independentes cadastrados no site se candidatam ao serviço, apontando se aceitam o valor proposto ou se fazendo uma proposta.

Haddad vira réu em ação de improbidade administrativa em SP

Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou nesta terça-feira denúncia contra o candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, e o tornou réu em uma ação de improbidade administrativa, informou o Ministério Público estadual paulista.
A ação apura supostas irregularidades nas obras de uma ciclovia no período em que o petista era prefeito de São Paulo.
Haddad é apontado como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso o petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, seja impedido de disputar a eleição por conta da Lei da Ficha Limpa.
Lula está preso desde abril em Curitiba cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo. Haddad tem viajado o país em campanha e atuado como porta-voz e representante de Lula.
Em nota, a assessoria de imprensa do ex-prefeito afirma que o despacho do juiz Kenishi Koyama, que aceitou a denúncia, afasta a possibilidade de dolo de Haddad.
"O ex-prefeito Fernando Haddad diz que o próprio juiz Kenishi Koyama em seu despacho cita as medidas tomadas pelo prefeito no âmbito da Controladoria-Geral do Município, por ele criada, como argumento para afastar qualquer culpa ou dolo. Diz o juiz: 'A criação da CGM dá sinais de que o mandatário não tinha qualquer intento ilegal'", afirma a nota.

Eu resolvo quando for presidente, diz Bolsonaro sobre morte de militar no Rio

O deputado federal e capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL) foi ao velório do cabo do Exército Fabiano de Oliveira Santos, 36, o primeiro militar morto em confronto sob a intervenção federal no Rio de Janeiro.
Questionado sobre o que a intervenção poderia fazer para evitar esse tipo de morte, o candidato se limitou a dizer, com os olhos marejados: “Eu resolvo quando eu for presidente”.
Fabiano foi baleado no ombro na manhã desta segunda (20) durante uma operação das forças de segurança nos complexos de favelas do Alemão, da Penha e da Maré, na zona norte do Rio, em uma área conhecida como Serra da Misericórdia.
O Comando Militar do Leste (CML) disse que ele morreu a caminho do hospital, mas não esclareceu a dinâmica do conflito.
Após acompanhar o sepultamento do cabo, em Japeri (Baixada Fluminense), que contou com a presença de muitos militares e foi fechado à imprensa, Bolsonaro afirmou que não daria mais declarações sobre a morte e a intervenção federal em respeito à família e seguiu direto ao Itaú em Botafogo, na zona sul, onde abrirá a conta de seu partido.
Ele não ficou para o enterro do segundo militar morto na mesma operação da zona norte, João Viktor da Silva, 21. O integrante do 25º Batalhão de Infantaria Paraquedista foi atingido na cabeça e chegou a ser levado ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu.
Jair Bolsonaro lidera as intenções de voto à Presidência em um cenário sem o ex-presidente Lula, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda. Ele aparece com 20% da preferência do eleitorado, seguido por Marina Silva (Rede), com 12%, e Ciro Gomes (PDT), com 9%. (Via: Folhapress)