segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Chance de vitória de Bolsonaro no segundo turno sobe para 75%, diz Eurasia

A combinação da demonstração de força do candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, no primeiro turno da eleição presidencial com a onda anti-establishment que marcou a disputa por vagas no Senado e governos estaduais aumenta as chances de vitória do capitão da reserva no segundo turno de 60% para 75%, avalia a consultoria norte-americana de risco político Eurásia. 
Bolsonaro recebeu 46% dos votos válidos, e Fernando Haddad (PT) em segundo lugar, teve 29%. Anteriormente, a empresa chegou a trabalhar com 20% de chances de vitória de Bolsonaro no primeiro turno.
No segundo turno, o aumento da probabilidade de Bolsonaro ganhar decorre do fato de ele ter ficado muito perto de alcançar a metade de todos os votos válidos neste domingo (7), justifica a consultoria. Na prática, ele precisa convencer uma parcela relativamente pequena de eleitores de outros candidatos, continua a Eurasia. "Mas o ponto é que Haddad agora enfrenta um caminho difícil pela frente", acrescenta, pontuando que mesmo que o petista recebesse todos os votos de Ciro Gomes - o que é uma visão otimista -, ainda segundo a consultoria, ele alcançaria 41% de apoio contra os 46% de Bolsonaro. 

Filho de Bolsonaro bate recorde de votos de Enéas

Filho do presidenciável do PSL Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL) bateu o recorde de votos absolutos para a Câmara dos Deputados, com mais de 1,8 milhão, desde a redemocratização. Antes dele, era o ex-candidato à Presidência Enéas Carneiro, do extinto Prona, quem ocupava o posto. Em 2002, ele se elegeu com 1.537.642 votos (8,02%). Há quatro anos, Eduardo foi eleito para o seu primeiro mandato com 82,2 mil votos. 
Com apenas um partido na sua coligação em São Paulo, a legenda elegeu nove deputados, quatro deles puxados pela alta votação do filho de Bolsonaro e da jornalista Joice Hasselmann, que também obteve mais de um milhão de votos. Se todos os nomes forem confirmados pela Justiça Eleitoral, o PSL terá bancada de 56 deputados.

Brasil terá o Congresso mais conservador das últimas três décadas

A maioria das pesquisas dava como certa a reeleição de antigos “medalhões” do Congresso Nacional. Alguns especialistas chegaram a dizerque a renovação seria no máximo na casa dos 30%. Erraram.
No Senado, por exemplo, chegou a 87%. 46 dos 54 eleitos são novos. O perfil da composição de senadores e deputados federais que se desenha para a nova legislação é o mais conservador desde a redemocratização.
Esta “onda” liderada pelo presidenciável Jair Bolsonaro é melhor vista no fortalecimento do PSL, partido que em 2014 elegeu apenas um deputado. Com as migrações, atualmente tem 8 e nas eleições de 2018 formou uma bancada de 52 deputados dentre as 513 vagas, 10% do total. A primeira é do PT, com 56.
A nova cara do Parlamento é vista também com a explosão de popularidade de Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável. Ele tornou-se o deputado federal mais votado da história, com 1,8 milhão de votos em São Paulo. Flávio, o outro filho que concorria este ano, foi o Senador mais votado pelo Rio de Janeiro.
Ao mesmo tempo, uma série de políticos que se antagonizam ao capitão do exército não se reelegeram ou tiveram votação pífia. Dilma Rousseff foi derrotada na disputa pelo Senado em Minas Gerais e Jean Wyllys, que chegou a cuspir em Bolsonaro no plenário amargou a 77ª posição, com 0,32% dos votos no Rio de Janeiro. Conseguiu sua reeleição somente por causa do coeficiente eleitoral de sua coligação.
Em grande parte, as denúncias da Lava-Jato tiveram forte efeito, e os partidos tradicionais, envolvidos com o esquema de corrupção, perderam muito de sua força, especialmente o MDB ( de 51 para 34) e o PSDB (49 para 29 agora).
Os tucanos foram reduzidos a 24 deputados, menor bancada do partido desde 1994. Já o MDB de Michel Temer foi reduzido pela metade: de 66 eleitos em 2014 para 33 deputados.
Bancada Evangélica também será renovada
Dentre as mudanças significativas, destaca-se a tentativa frustrada de eleição de vários membros da bancada evangélica. Seu atual presidente, Pastor Takayama (PSC/PR) não voltará a Brasília nos próximos 4 anos.
Alguns de seus membros mais conhecidos também tiveram uma redução drástica de votos ou não tiveram êxito no pleito. O caso mais emblemático é do senador Magno Malta (PR/ES), que acabou ficando de fora.
Acaba evidenciando-se que o eleitor não está preocupado somente com pautas morais e que o apoio da bancada a Temer, presidente mais impopular da história recente do país, teve um alto custo.

Cabo Daciolo foi a surpresa das eleições 2018

Profecia do Presidenciável contra Eunício Oliveira se cumpriu
Com participação destacada nos debates, Cabo Daciolo (Patriota) acabou gerando uma série infinita de memes e trazendo para o debate nas redes sociais questões como o “Foro de São Paulo” e a “Nova Ordem Mundial”.
Considerado despreparado por muitos, mas um profeta por seus apoiadores, ele levou a Bíblia para os debates e popularizou o bordão “Glória a Deus” até entre internautas não religiosos. Havia dito reiteradas vezes que seria eleito “em nome de Jesus” com 51% dos votos no primeiro turno, algo que não se cumpriu.
Porém, os números oficias das urnas mostram que ele foi a surpresa destas eleições. O favoritismo de Bolsonaro já era esperado e a ascensão de Haddad vista como certa por muitos analistas.
Contudo, os números oficiais do Supremo Tribunal Eleitoral apontam que Daciolo ficou com 1,26% dos votos. Mais especificamente 1.348.317 eleitores confiaram nele para ser o próximo presidente. Segundo o próprio candidato, o custo de sua campanha foi cerca de 7 mil reais, recebidos por doação em campanhas na internet. Ele não foi para todos os debates – sendo barrado no da Globo – nem fez comícios pelo país.

“Eleições definem futuro do país, para o bem ou para o mal”, lembra Paulo Júnior, um dos maiores pregadores da atualidade.

Para Paulo Junior o candidato ideal não precisa ser evangélico, desde que seja honesto e tenha ficha limpa
O pastor Paulo Junior, líder do ministério Defesa do Evangelho, publicou um vídeo falando sobre o rumo que o Brasil pode tomar nessas eleições “para o bem ou para o mal”.
“Nesta semana, os olhos de todo o mundo estão voltados para a nação brasileira. É que domingo agora, dia 7 de outubro, os brasileiros vão à urna para escolher o chefe máximo de sua nação, na figura do presidente da República”, inicia.
Especialistas concordam que essa será uma das maiores e mais importantes eleições da história do Brasil. “A pergunta que muitos fazem é ‘como os cristãos devem votar?’ Qual candidato nós, como cristãos devemos escolher?”, abre a questão.
Segundo o pastor, não é necessário que seja um candidato evangélico “mas precisa ser um homem de passado e ficha limpa, precisa ser uma pessoa honesta”, alerta.
E ainda que algumas ideias sejam contrárias à vontade de Deus, importa que os planos, ideias e propostas sejam em sua maioria favoráveis à Palavra, acredita o líder.
Paulo Junior propõe que os cristãos orem durante esses últimos dias para que não haja nenhuma fraude e nenhuma falcatrua.
“Para que tenhamos uma eleição honesta e decente e para que os responsáveis pelas apurações dos votos sejam honestos com a população brasileira […] Irmãos, que Deus tenha misericórdia do Brasil”, conclui.

Imprensa internacional destaca ‘ampla vantagem’ de Bolsonaro no 2º turno

A imprensa internacional acompanha os resultados do primeiro turno no Brasil e registra a “contundente vitória” de Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno, nas palavras do jornal argentino La Nación. Outro diário do país vizinho, o Clarín afirma em título que Bolsonaro “arrasa” e entra com “vantagem ampla” na disputa de segundo turno contra Fernando Haddad (PT). O britânico Financial Times, por sua vez, afirma que “a eleição do candidato de extrema-direita significaria uma mudança decisiva no maior país da América Latina”.
O jornal The New York Times informa que a eleição foi ao segundo turno, com “o candidato de extrema-direita muito perto de uma vitória direta”. Segundo o diário americano, o descontentamento com a corrupção e a violência teve um peso forte, diante das promessas de Bolsonaro de “mão de ferro” na política. O NYT diz ainda que o candidato representa uma ruptura com o establishment político, por ficar em primeiro lugar mesmo com um histórico de “declarações ofensivas”.
O Wall Street Journal, por sua vez, diz que Bolsonaro atraiu votos de eleitores que buscavam “a opção menos pior”. Outro diário americano, The Washington Post afirma que o resultado representa “um choque” para os brasileiros, em uma campanha que “dividiu a maior nação da América Latina em linhas de gênero e raciais”.
Na França, Le Monde informa que haverá segundo turno, mas diz que ainda existe incerteza sobre quem pode vencer. Segundo Le Figaro, Bolsonaro é um candidato “populista da extrema direita”, que obteve votos de brasileiros “exasperados pela corrupção e a violência”. Para esse jornal, o candidato do PSL é um “nostálgico da ditadura”, que se apresenta como “salvador da pátria”.
No Reino Unido, The Guardian destaca que haverá segundo turno e aponta em análise que apenas uma grande coalizão poderia provocar uma reviravolta favorável a Haddad. Na Espanha, El País aponta o “claro triunfo” de Bolsonaro e diz que os evangélicos brasileiros “se convertem à ultradireita”. Em análise, o diário afirma ainda que “a democracia recua” no País.
Na Colômbia, o jornal El Tiempo cita a vitória de Bolsonaro, mas também o fato de que ele não conseguiu evitar uma nova disputa nas urnas. O diário registra a força dos evangélicos na campanha do capitão reformado do Exército. No Chile, El Mercurio diz que Bolsonaro conseguiu “canalizar o mal-estar pela corrupção e a violência” e sai com 17 pontos de vantagem na reta final. Outro diário chileno, La Tercera avalia que os casos de corrupção e os votos contra o PT tiveram papel crucial na disputa. Em um de seus títulos, o mesmo jornal diz que o “Trump do Brasil”, referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conseguiu mexer no tabuleiro político do País, além de destacar a derrota da candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado, em Minas Gerais.
No México, El Universal dá menos destaque à notícia, mas registra que Bolsonaro e Haddad vão ao segundo turno. Outro jornal mexicano, Reforma afirma que a eleição é uma das disputas mais duras da história brasileira. (Via: Estadão)

Dilma Rousseff fica em 4º e não se elege para o Senado em Minas Gerais

Uma das surpresas do primeiro turno da eleição foi o revés na disputa ao Senado em Minas. Apontada pelas pesquisas eleitorais como líder na disputa, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) amargou o quarto lugar, com 15,21% dos votos.  Ela foi derrotada pelos candidatos Rodrigo Pacheco (DEM) e pelo jornalista Carlos Viana (PHS), que obtiveram 20,49% e 20,23% dos votos, respectivamente. Em terceiro lugar ficou Dinis Pinheiro (Solidariedade), candidato apoiado por Jair Bolsonaro (PSL). O ex-capitão chegou a gravar um vídeo pedindo apoio para Pinheiro. Ele teve 18,42% dos votos.